Alumni da Licenciatura em Gestão da Católica Porto Business School e atualmente Fractional CMO & Growth Strategist na Omnien, Bruno Almeida construiu um percurso internacional nas áreas de marketing, digital e crescimento, com experiência em empresas em forte fase de expansão no Reino Unido. Leia a entrevista completa:
Como surgiu a decisão de escolher a licenciatura em Gestão na Católica Porto Business School e o que, na altura, o atraiu para esta escolha? Escolhi a Católica pela reputação, tanto do corpo docente como da instituição em termos de princípios e valores. Olhando para trás, foi uma decisão excelente.
Ao longo da licenciatura, que experiências ou momentos marcaram o seu percurso e que ainda hoje influenciam a forma como trabalha e pensa? Como dizia o Professor Paulo Rangel, a diferença da Católica é que, além de informação, temos formação como indivíduos e como pessoas que fazem parte de uma comunidade. Vivi a Universidade em pleno: trabalhei na Biblioteca, no Gabinete de Estudos Internacionais, nas sondagens da UCP e fiz parte da Tuna. Tudo isto me ajudou a desenvolver pensamento crítico, a ligar os pontos, a ganhar “visão de balcão”, a saber estar em “palco” e a reforçar competências sociais.
Em que momento percebeu que o seu caminho profissional iria evoluir para as áreas de marketing, digital e crescimento? Sou da geração Passos Coelho e saí para o Reino Unido em 2011. Quando cheguei, foquei-me no marketing digital pelo impacto direto no negócio e pela sua capacidade de mensuração quase em tempo real. Com o tempo, fui assumindo posições mais ligadas à gestão e ao desenvolvimento de go-to-market. O projeto de geoexpansão europeia da TrueLayer foi, sem dúvida, um momento de rutura em relação às funções mais operacionais que tinha desempenhado até então.
Depois de vários anos de experiência internacional, que competências considera essenciais para os jovens que querem afirmar-se num mercado em rápida mudança? Durante vários anos foquei-me muito em “tooling”, em aprender o máximo possível sobre ferramentas de marketing e digital. Foi importante durante um período, mas percebi mais tarde que o melhor retorno vem do investimento que fazemos em nós próprios. Trabalhei com vários coaches que tinham sido CMOs e que me ajudaram a identificar e trabalhar os meus “blind spots”.
Para além do percurso internacional, mantém uma ligação próxima à Católica Porto Business School enquanto docente. O que representa para si continuar ligado à Escola deste lado, agora como professor? É a cereja no topo do bolo. Já lá vão seis anos e continuo a gostar muito de poder partilhar o que fui aprendendo. Tal como alguns professores que tive na Católica, procuro trazer para a sala aquilo que não vem nos livros: experiências reais, erros e casos práticos. É muito gratificante e obriga-me a manter a humildade e a estar sempre a aprender e a atualizar o que leciono. Um agradecimento especial à Susana Silva e ao Božidar.
Para os estudantes que ambicionam construir carreira fora de Portugal, que conselhos deixaria? Se puderem ter uma experiência internacional, vão. Não hesitem, mesmo que seja apenas por seis meses ou um ano. Trabalhar fora exige resiliência: preparem a ida, procurem mentores e construam rede. Estive 13 anos fora e foi, sem dúvida, uma das melhores experiências da minha vida. Mudou o meu “sistema operativo” e a forma como vejo o trabalho e o mundo.
O melhor conselho a quem está a começar? Definir princípios pessoais e de trabalho claros, manter um sistema de feedback constante, e preservar um beginners mindset.
Livro favorito: Principles (Ray Dalio), Zero to One (Peter Thiel) e Siddhartha (Hermann Hesse).
Podcast favorito: Huberman Lab e Diary of a CEO.
Figura marcante na Católica Porto Business School: Professor Azeredo Lopes, Dra. Maria Lopes Cardoso e Professora Susana Silva.
Curiosidade pessoal: Sou obcecado por desporto e as bolachas Oreo são a minha kriptonite.