Alumni da Licenciatura em Economia (2007) da Católica Porto Business School, Ricardo Monteiro é um empreendedor nato, fundador de várias marcas, tal como o Mercadão. No âmbito da rubrica "Alumni Spotlight", que destaca os nossos antigos alunos, partilhamos uma entrevista inspiradora sobre o percurso de Ricardo.
Após vários anos dedicados ao empreendedorismo, a sua vida está hoje um pouco diferente. O que faz atualmente e quais são os seus projetos profissionais? Aproveitei estes últimos anos para viajar e para dedicar algum tempo à minha família. Atualmente sou investidor em micro e pequenas empresas e em alguns projetos imobiliários. Também tirei um curso de sobrevivência aquática da Infant Swimming Resource e dedico algum tempo a ensinar bebés e crianças a estar dentro de água.
Há dois anos dizia-nos que “Quando se quer arriscar, não se pode ter medo do fracasso". Mantém esse mote? E porquê? Não é bem um mote, é mais um daqueles slogans aspiracionais, mas que são muito verdadeiros. Falhar faz parte do processo, mas muitas vezes não aprendemos isso em casa, nem na escola.
Iniciou a sua carreira na banca. O que o levou a sair desse setor e a tornar-se empreendedor? Foi uma decisão um pouco controversa. Eu adorei trabalhar na banca, comercial e de investimento, e conheci pessoas e profissionais incríveis e que guardo com muito carinho. Mas, a certa altura, deixei de me identificar com o tipo de trabalho e com a ambição e fui à procura de alternativas. Ser empreendedor não é uma profissão, é mais um estado de espírito.
Fundou vários negócios digitais, alguns com grande notoriedade como o Mercadão. Que lições retirou deste percurso? De forma muito resumida, para mim os principais pilares são: i) sócios e parceiros de negócio, ii) paixão e gosto pelo que se faz; iii) bom equilíbrio familiar; iv) pessoas - são sempre o nosso ativo mais importante (outro slogan :) )
Como a Católica Porto Business School o ajudou na sua trajetória profissional? Numa primeira fase, foi essencial na minha formação enquanto pessoa e decisiva para as oportunidades que tive no mercado de trabalho. Mais tarde, foi uma ótima fonte de deteção e seleção de talentos para os projetos que fomos desenvolvendo.
O que o leva a continuar a estar presente na Católica Porto Business School, como júri ou participando em aulas? O sentimento de gratidão pela Católica, mas também o gosto que tenho pela área da educação e formação, para poder ajudar outros jovens a orientarem e definirem o seu futuro da melhor forma.
Livro ou podcast favorito: Governo Sombra (ou Programa cujo nome estamos legalmente impedidos de dizer), pelo olhar crítico sobre a política e a sociedade.
Figura marcante na nossa Escola: Prof. Alberto Castro, pelo carisma, experiência e visão que tem.
Curiosidade pessoal: Joguei andebol desde os 12 anos, deixei de jogar nos tempos de faculdade, e voltei a jogar há 6 anos pelo Porto Masters, agora renomeado F.C. Porto Vintage.